quarta-feira, 24 de setembro de 2008

E o que é viver?


17 de julho - Orlando (Fl). (Demorei em produzir um texto que chegasse perto do que foi essa viagem) Esse dia alguém disse uma coisa que me fez pensar. Se é possível eu escutar o que alguém me diz? Não sei, mas gostei das palavras. Também reencontrei uma garota que não via há décadas, sobre ela eu escrevo no final.

Fazia tempo que não me sentia daquele jeito. Uma verdadeira louca, mas dessa vez no sentido de espontaneidade. Em meio de tanta gritaria, pulos entre a multidão anônima e sete companheiras (vide foto) espantadas com tamanha felicidade e excesso de sorriso vindos da minha pessoa, eu me diverti com a auto-maluquice. E as companheiras? Todas afetadas por minha insanidade. Já percebi que quando enlouqueço levo as pessoas ao redor à mesma mágica doidice. Digo mágica por ser inocente e encantadora.
Teve até um garoto que se aproximou com um certo receio, passado alguns minutos estava contaminado com a viral anomalia.

Sabe o que percebi? É essa a felicidade. Ou pelo menos parte dela. Enlouquecer com os amigos, pular quando achar que é isso que quer, gritar quando der vontade. Viver. A vida não te espera compreender o que é felicidade. E a rotina é necessária em certas situações e afazeres, mas não em tudo!
Poxa, como foi bom. Quero viver Orlando todo dia! Ah, e sabe a garota que reencontrei do começo do texto?
Prazer, Bárbara.

sábado, 20 de setembro de 2008

Acorda pra vida, Bárbara.



Acordar. Verbo com duplo sentido de interpretação. Pode ser no sentido de despertar do sono. Ou então de um acordo entre pessoas, uma combinação. Pois é, vamos por partes, como diria Jack, O Estripador.

Como é bom sonhar. Ou ruim, sempre existem os pesadelos e tal. Mas existe algo bem melhor que pode vir na seqüência. Acordar e ver o rosto daquela pessoa especial, ainda com os olhinhos entreabertos, se espreguiçando. Passar a mão no seu rosto e dizer bom dia, com a certeza de que o dia vai ser, sim, ótimo, ao seu lado. Ou distante, em pensamento. Mais um abraço, sem pressa, outro beijo sem se importar com o hálito nada agradável da manhã. Se morrêssemos agora, morreríamos como as pessoas mais felizes do mundo, certamente pensam os dois.

Como é bom poder conversar com alguém por horas e horas, sem perceber. Pensar em piadas iguais e rir da estranha coincidência da situação. Pessoas que combinam não precisam de muito para se divertir. Não é irritante tentar manter diálogo com alguém tão diferente, com tantos outros interesses? Chega a ser uma tortura, penso eu. Mas aí você encontra alguém com quem se sente bem, só de ficar perto. Calados e ligados. E pensa, "por onde tu andava esse tempo todo?". Pessoas que combinam. Pessoas acordadas.