Chega um momento em nossas vidas que precisamos partir sem rumo ou naufragamos. Acho que cheguei nesse marco. O marco da "quebra de correntes", o momento em que ou você clampeia seu próprio cordão umbilical ou você ficará estagnado em meio à uma ilha de conforto e comodidade.
Por mais cômoda que seja a ilha, ainda assim é uma ilha. Sem muito mais o que se esperar dela.
Zona de conforto.
É dela que eu quero me livrar.
Sem olhar para trás, sem olhar para quem não me acompanhar, sem olhar para o passado com saudosismo. Quero o presente do presente. Quero fazer da contagem dos meus 360 dias algo mágico, algo desbravador. Dia após dia. Evolução após evolução.
E calem-se dessa bobagem de desrespeitar a vida alheia! Cada um sabe de si. Todos erram. Eu errei em colocar sempre a opinião e sentimento dos outros acima das minhas próprias opiniões e sentimentos. Errei em ser tola e contar sobre todos os meus planos, sentimentos dos mais momentâneos e confidenciar coisas para quem eu julgava ser amigo.
Amigos todos são. Até que você não seja melhor (reconhecido, admirado...) que ele.
Não tem escapatória. Se o mal do século é a liquidez das coisas, é desse mal que temos que nos aproveitar e moldar nossa própria trajetória.
Não me julgo líquida. Mas se todos ao meu redor o são, deixo-os a mercê de minha ausência e sigo meu rumo ao encanto do auto-conhecimento, amor-próprio, solidão aconchegante e me delicio com a minha própria companhia.